Friendship
De repente me vejo aqui, preso 48h dentro de casa, sem coragem sequer de colocar os pés na calçada. Convites também me faltam. Sim, me faltam.
Aproveitando a facilidade que as redes sociais nos trazem, vejo que todos aqueles meus amigos estão ou aproveitando o verão à beira da piscina com outros conhecidos, ou jogando um jogo, ou passeando no centro da cidade, ou... ou... ou... Mas nenhum assim como eu - chocando.
Me pergunto onde foi parar aquele Felipe de 10, 15 anos atrás, que adorava conhecer novas pessoas, ter novos hábitos, conhecer diferentes locais, fazer diferentes e não-rotineiros programas. Caí na mesmice? O cotidiano e rotina me moldaram?
Não diria "onde estão?" mas sim, o que eu fiz com aquelas minhas grandes amizades de anos atrás tais como Ana Kamila, Iracema, Dyego, Juninho, Igor, Hélida e Nilsão, Larissa, Luiza de Sá, Cris Vidal (e afins), Chiclete... Eram tempos tão bons, revigorantes, criativos, esperançosos.
Todos temos nossa rotina, todos temos nossos destinos. São fases. OK, são fases. Mas e as raízes? Consegui matar todas? Não consegui fincar nada? Não consegui manter nenhuma dessas amizades? Não os culpo. Jamais. De forma alguma. Tenho plena consciência que tudo é resultado do caminho que escolhi seguir.
O que pretendo do meu futuro se não consigo preservar o passado? Como quero crescer intelectualmente, pessoalmente, profissionalmente, espiritualmente se não tenho mais com quem dividir bons momentos?
Procura-se novos amigos ou, melhor ainda, reencontrar os antigos.
Marcadores: pensando alto, viagem no meu eu







Alguém me diga uma novidade 1: nada mais sugestivo que Luma ser notícia nessa época do ano.
